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O governo do Mali cortou oficialmente os laços diplomáticos com a França e abandonou o francês como língua oficial

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Com informações de AfricaNews e Al Jazeera

O Mali deu ao embaixador francês um aviso de 72 horas na segunda-feira para deixar o país após comentários “hostis e ultrajantes” da ex-potência colonial França sobre seu governo de transição, disse em comunicado lido na televisão nacional.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse na sexta-feira que o governo militar do Mali estava “fora de controle” em meio à escalada de tensões entre o Estado da África Ocidental e seus parceiros europeus após dois golpes.

Le Drian também chamou o governo militar de ilegítimo. A ministra da Defesa francesa, Florence Parly, disse no sábado que as tropas francesas não permaneceriam no Mali se o preço fosse muito alto.

“O governo do Mali condena e rejeita vigorosamente essas observações, que são contrárias ao desenvolvimento de relações amistosas entre as nações”, disse um comunicado lido pela televisão estatal.

O ministro das Relações Exteriores do Mali, Abdoulaye Diop, revelou que as tensões entre Paris e Bamako se devem ao fato de a junta militar do Mali ter “tocado” em interesses da França ao descartar as eleições em fevereiro.

O ministro indicou ainda que a França está pressionando por outro conjunto de governantes para governar o Mali.

O ministro já havia culpado a França por apoiar golpes no passado. Em um vídeo oficial das autoridades malianas, o ministro disse que a França havia afirmado no passado ter defendido a democracia em outros países ao instalar chefes de Estado que realizaram golpes.

As relações entre a França e sua ex-colônia estão tensas desde que o exército assumiu o poder em Bamako em agosto de 2020.

Oficiais rebeldes lideraram um golpe em agosto de 2020 que derrubou o líder eleito do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, que enfrentava protestos furiosos por não conter a violência armada.

Também enviou empreiteiros militares privados russos, que alguns países europeus disseram ser incompatível  com sua missão.

O Mali pediu à Dinamarca na semana passada que retirasse suas tropas pertencentes a uma força-tarefa europeia no país, o que desencadeou uma nova crise.

A França pediu ao Mali que deixasse as tropas dinamarquesas ficarem, e o porta-voz do governo do Mali disse à França para manter seus “reflexos coloniais” para si mesma.

Nos últimos seis meses, a França vem reorganizando sua presença militar no Mali, deixando suas três bases mais ao norte. O número de tropas francesas no Sahel, que chegou a mais de 5.000 no verão passado, caiu e planeja manter apenas entre 2.500 e 3.000 soldados até 2023.

Desde janeiro, as tensões aumentaram com a adoção pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de uma bateria de sanções duras que incluem o fechamento de fronteiras com o Mali e a colocação do país sob embargo.

As medidas da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) foram uma resposta a uma proposta da junta de permanecer no poder por até cinco anos antes da realização de eleições – apesar de um compromisso anterior de realizar a votação em fevereiro.

Fontes: AfricaNews e Al Jazeera

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