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Manobra de Kristeller: empurrar a barriga da mulher durante o parto é uma forma de violência obstétrica

Tempo para ler2 Minutos, 11 Segundos

Para especialistas, acelerar o parto com procedimentos como a manobra de Kristeller, diz muito sobre violência obstétrica e aborda uma série de condutas que não devem ser realizadas

Por Hanna Rahal para Pais & Filhos

A manobra de Kristeller consiste em uma manobra para empurrar a barriga da mãe no momento do parto para estimular o nascimento do bebê. Mesmo sendo contraindicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o procedimento ainda é realizado por obstetras durante o parto — o que significa um tipo de violência obstétrica.-Publicidade-

Mas afinal, pode ou não empurrar a barriga no parto?

Durante o trabalho de parto, é fundamental respeitar o tempo do mãe e do bebê. Acelerar o parto com procedimentos como a manobra de Kristeller é uma forma de violência obstétrica e faz parte de uma série de condutas que não devem ser realizadas. “Realização de procedimentos médicos não autorizados pela paciente, violação de privacidade, recusa em administrar analgésicos, violência física, entre outras coisas são atitudes criminosas”, explica a ginecologista e obstetra especialista pela FEBRASGO, Karina Tafner, mãe de Marina.

A manobra de Kristeller é um tipo de violência obstétrica (Foto: Getty Images)

Conversamos com especialistas para entender mais sobre a manobra de Kristeller e esclarecer as principais dúvidas:

O que é a manobra de Kristeller?

A manobra de Kristeller é uma técnica realizada com o objetivo de acelerar o trabalho de parto, em que é realizada pressão externa sobre o útero da mulher – ou seja, a barriga é empurrada pela equipe responsável no trabalho de parto. O procedimento já foi proibido em vários países do mundo e banido pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O que a Manobra de Kristeller pode causar?

Esse procedimento não foi banido por organizações de saúde à toa. Ele pode causar sérios danos para mãe e bebê e dependendo da forma que é feito, os danos podem ser ainda mais sérios.  A enfermeira obstetra Cinthia Calsinski, mãe de Matheus, Bianca e Carolina conta que dentre os principais riscos deste procedimento, estão:

  • Aumento do risco de fraturas de costelas
  • Deslocamento ou inversão uterina
  • Lesões e traumatismos no bebê
  • Possibilidade de ruptura de alguns órgãos, como baço, fígado e útero
  • Aumento do risco de hemorragias
  • Lacerações graves na região que sustenta os órgãos pélvicos

Fui exposta a essa manobra, o que fazer?

Para Isis Quaresma, mãe de Lucas, ginecologista e obstetra pela Febrasgo, a mulher pode se defender se o médico realizar esse procedimento sem autorização. “Ela pode se recusar e pedir que o médico pare de fazer aquela manobra, caso ela tenha adquirido essa informação no pré-natal. E um segundo passo é denunciar o médico. Os principais canais são o próprio hospital, a OMS ou nos próprios canais de denúncia do plano de saúde ou da clínica escolhida”.

A manobra de Kristeller também está associada à maior taxa de realização de episiotomia, procedimento que também é realizado com o objetivo de facilitar o parto, considerado um tipo de violência obstétrica, uma vez que não existem evidências científicas que comprovem o seu benefício e expõe a mulher a muitos riscos.

Fonte: revista Pais & Filhos

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