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Fifa: interferência política na CBF pode tirar Brasil da Copa do Mundo

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#poderosohomempreto

A possibilidade de alteração no comando da Seleção Brasileira para agradar o governo federal é algo passível de punição da Fifa. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, prometeu que trocaria Tite por Renato Gaúcho, na intenção de satisfazer Jair Bolsonaro.

Estatuto da Fifa trata deste assunto nos artigos 14 e 19. “No trato com instituições governamentais, organizações nacionais e internacionais, associações e agrupamentos, pessoas vinculadas por este Código devem, além de observar as regras básicas do art., permanecer politicamente neutras, de acordo com os princípios e objetivos da Fifa”, consta a organização.

“Pessoas vinculadas por este Código não devem desempenhar suas funções (em particular, preparar ou participar na tomada de uma decisão) em situações em que um conflito de interesses existente ou potencial pode afetar tal desempenho”, diz o artigo 19. Confira o restante na íntegra:

Um conflito de interesses surge se uma pessoa vinculada por este Código tem, ou parece ter, interesses secundários que podem influenciar sua capacidade de desempenhar suas funções com integridade de maneira independente e proposital. Interesses secundários incluem, mas não estão limitados a, obter qualquer vantagem possível para as pessoas vinculadas a este Código, eles próprios ou partes relacionadas, conforme definido neste Código.

Antes de serem eleitos, nomeados ou empregados, pessoas vinculadas por este Código devem divulgar quaisquer relações e interesses que possam levar a situações de conflitos de interesse no contexto de suas atividades futuras.”

Quanto à punição, a Fifa determina que “a violação deste artigo será sancionada com uma multa apropriada de pelo menos 10 mil CHF (moeda oficial da Suíça, que equivale a R$ 56,13 mil), bem como a proibição de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol por um máximo de dois anos”.

Após a notícia da promessa de troca no comando, saiu a decisão do Conselho de Ética de afastar Rogério Caboclo da presidência da CBF por 30 dias diante da denúncia de assédio sexual e moral.

Por Amanda Gil, jornalista do Metrópoles.

Reprodução do artigo original do site Metrópoles.

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