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Afronta na Netflix

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Para arejar as ideias, se inspirar e encher de esperança, a série Afronta é uma das melhores produções documental do tempo presente, lançada 2017, ela é dirigida, roteirizada e produzida pela cineasta Juliana Vicente (@julianavicente.br). A série traz relatos de personalidades negras da música, dança, cinema e política dialogando sobre seus pontos de vista do que é ser negro afirmando que somos muitos e diversos no campo criativo.

Quando a atriz Dani Ornellas afirma: “Sou uma pessoa mais forte hoje e quando eu me olho eu não estou sozinha tem uma teia que é tecida todos os dias dos meus “ transmite o significado do tão famoso Ubuntu “eu sou porque nós somos”, só conseguir fazer a travessia porque uma comunidade inteira religiosa e afetiva vem junto.

Anelis, ao falar sobre o pai, Itamar Assumpção “(…) Eu aceito essa missão e consigo tijolo a tijolo que eu sou uma pessoa diferente do meu pai, mas ele está em mim” no exercício de realizar aquilo que foi iniciado pelo seu pai e hoje dá continuidade com maestria, beleza e genialidade. O que aparece de maneira tangencial nos relatos é o que é afrofuturismo e em outra fala de Anelis ela diz: “o que mais me preocupa, é como catalogar o afrofuturismo pra traz, os nossos antepassados foram todos afrofuturismo, um é exemplo é o cais do valongo”

O Afeto potencializando os espaços “onde os corpos estão livres e em segurança”. Erica Malunguinho, 1ª deputada trans em SP, é mediadora e facilitadora no Aparelha Luzia, eleita com mais de 55 mil votos. A série foi realizada antes da eleição, e já expressa essa força da natureza que essa mulher negra representa: “Tem uma coisa que a branquitude não pode negar, embora ela tente, eu sou uma pessoa competente, graças aos meus ancestrais eu recebi isso e eu sei que se eu não fosse uma pessoa preta fosse uma pessoa branca eu estaria 50 mil vezes mais a frente”

Ver esses relatos nos faz perceber nossos iguais e contemporâneos construíndo com muita beleza, coragem e força a nossa História. Nosso movimento em diáspora não é algo invisível ou menor, embora a branquitude tente nos desmerecer, tecemos as narrativas nos diversos lugares que estivermos no mundo, seja ele qual for.

Via @psicologafernandanascimento

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